sábado, 24 de agosto de 2024

 

Raymond Francis Nader é um cristão maronita, nascido em 1961 no Líbano, casado e pai de três filhos. Ele se formou em Engenharia Eletromecânica pela Saint Joseph University em Beirute. Mais tarde, em Londres, ele se especializou em física nuclear e trabalhou em tecnologias avançadas.

Desde criança, ele era fascinado pela história da criação e do universo.

Durante a guerra libanesa (1975-1990), Raymond voltou ao Líbano para ficar com seus pais e compatriotas. Ele se alistou nas Forças Cristãs Libanesas e participou de várias batalhas defendendo a comunidade cristã. Ele serviu como oficial de alto escalão e foi o comandante da escola de oficiais. No final da guerra, ele voltou à vida civil e trabalhou como CEO de uma empresa sueca em Beirute.

Desde 1985, ele orava regularmente e participava de retiros espirituais, onde passava tempo em meditação e oração. Um desses locais foi o eremitério de São Charbel, localizado em Annaya, Líbano.

Na noite de 10 de novembro de 1994, Raymond estava rezando ao ar livre em frente ao eremitério de São Charbel. Durante sua oração, ele recebeu uma nova experiência do amor, paternidade e cuidado de Deus. Após isso, Nader criou o movimento Família de São Charbel (https://www.familyofsaintsharbel.org/).


Eis o seu impressionante testemunho:



quarta-feira, 14 de agosto de 2024

SÃO CHARBEL: O MÉDICO DE JESUS




Youssef Antoun, filho de camponeses, viveu com seus quatro irmãos em uma aldeia no Líbano. Sua infância foi breve: com três anos de idade, seu pai faleceu; no entanto, sua mãe se casou de novo com um homem piedoso, que, por fim, segundo o costume oriental, se tornou sacerdote. Para Youssef era uma alegria ouvi-lo, como também era uma alegria falar dos seus dois tios eremitas no Valle dei Santi. Para ele, eram super-heróis e queria seguir seu exemplo, “mas não era possível”, diziam, porque devia ajudar a família. Assim, aos dez anos, começou a pastorear, mas passava todo o tempo livre a rezar em uma gruta, chamada "gruta do Santo", hoje meta de peregrinações. Até certa noite.

"Vem e segue-me!"

Não era a primeira vez que Youssef ouvia a voz do Senhor, que o chamava para segui-lo, mas não podia desobedecer às ordens da sua família.

Naquela noite, porém, a voz do Senhor se tornou particularmente clara, insistente... Ele não podia resistir mais. Então, levantou-se e, sem se despedir de ninguém, antes de amanhecer, pôs-se a caminho para o mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq.

Transcorria o ano de 1851. Youssef tinha 23 anos. Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Libanesa Maronita, onde recebeu o nome de Charbel, que, em siríaco, significa "narração de Deus".

Foi transferido, duas vezes, mas continuava a estudar Teologia, com assiduidade; cuidava dos pobres e enfermos, obediente aos encargos que lhe eram gradualmente confiados, inclusive o trabalho na lavoura. Contudo, as atividades   que ele mais preferia eram a oração e a contemplação.

Da gruta da infância ao eremitério da velhice

Em 1875, o frade Charbel sentia-se pronto para viver segundo a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa que os monges vivessem em pequenas comunidades, no máximo três. Para ele, foi como um segundo nascimento: podia trabalhar, rezar, fazer penitência, jejuar e permanecer em silêncio.

Segundo as testemunhas oculares, Charbel era um monge zeloso, visto, muitas vezes, rezando de braços abertos, em uma cela paupérrima, que a deixava apenas para celebrar Missa ou quando era expressamente obrigado. Tudo isso até o dia de Natal. Naquele dia, durante a santa Missa, Charbel começou a passar mal, precisamente na hora da elevação. Após uma agonia de oito dias, enquanto os monges rezavam, ele continuava a observar a Regra – recusando até mesmo a comer o necessário. Assim, em 1898, Charbel faleceu.

Sua morte: uma semente que produziu muitos frutos

No entanto, sabemos que a morte não é o fim de tudo. Após alguns meses, começam a ocorrer prodígios. Muitos monges juram ter visto o túmulo do frade Charbel, à noite, iluminada por luzes não naturais. Certo dia, foi aberto e seu corpo estava intacto, com a temperatura corporal de um ser vivo. A abertura realizou-se por mais duas vezes, porque seu corpo segregava uma espécie de sangue e água. Em 1950, durante o último reconhecimento, seu rosto permaneceu impresso em um pano e se verificaram muitas curas instantâneas entre os presentes.

Assim, difundiu-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, que começou a ser invocado. Por meio da sua intercessão, aumentaram as curas milagrosas.

A Igreja não tinha mais dúvida: Paulo VI, que o beatificou e canonizou, recorda a sua figura com estas palavras: “Ele nos fez entender, em um mundo fascinado pelo conforto e a riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência e da ascese, que liberta a alma para a sua ascensão a Deus”.

Depois da sua beatificação, o corpo de São Charbel Makhluf não transudou mais. (fonte: Vatican News)

Este blog é dedicado a espalhar a devoção de São Charbel no Brasil, onde ainda é pouco conhecido. Um santo com milhares de milagres espalhados e testemunhados pelo mundo inteiro; um santo ecumênico, que cura independentemente da fé e da filiação religiosa das pessoas; um santo que, em muitos casos, aparece para aqueles a quem ele beneficia com sua intercessão junto a Deus. São Charbel é um santo para o século XXI, tempo de escuridão, marcado pela falta de fé e pelo afastamento do homem em relação ao Criador.
Nosso objetivo aqui é trazer vídeos e textos, pincipalmente os não traduzidos no Brasil, para que o público tenha conhecimento e acesso a este grande taumaturgo, considerado o Padre Pio do Oriente.
Que ele possa trazer esperança e fé para todos que aqui chegarem

São Charbel rogai por nós!